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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

















O meu pente é inimigo
do meu cabelo
E este conflito me leva
ao apocalipse, ao apocalipso,
ao lapso.
Mescalito, as flores que eu levo
dentro do meu peito
se transformaram em monstros
marinhos
quando eu fui no ano 3.000.
E numa loucura crescente
ou numa discussão sobre estética
nasce a antimatéria dentro do meu coração.
Caminhando contra o vento
numa noite enluarada
eu vejo o sol,
e de repente da escuridão
surge Van Gogh com sua orelha na mão.
E numa viagem de carona
pela América do Sul
vou parar na Arábia Saudita
e aprendo a voar
nas asas coloridas
da águia de metal.

Carlos Maia
1978.

P.S.: Este foi o meu quarto poema.

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