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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Lisboa - Tomas Tranströmer




No bairro de Alfama os elétricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes
Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões
Acenavam através das grades
Gritavam que lhes tirassem o retrato
Mas aqui, disse o condutor e riu à socapa como se cortado ao meio
aqui estão políticos. Vi a fachada, a fachada, a fachada e lá no cimo um homem à janela
tinha um óculo e olhava para o mar
Roupa branca no azul. Os muros quentes
As moscas liam cartas microscópicas
Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa
Será verdade ou só um sonho meu?


 Tomas Tranströmer - Prêmio Nobel de Literatura em 2.011.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Fim da Estação - Tomas Tranströmer




Eu continuei a viagem
Para além do fim da estação.

Quantos eram? Quatro,
Cinco, poucos mais.

Casas, caminhos, nuvens,
Enseadas azuis, montanhas
Abrem as suas portas.
 Tomas Tranströmer - Prêmio Nobel de Literatura em 2.011.