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terça-feira, 4 de abril de 2017

















Voltei para rever
A praça Maciel Pinheiro
Sentir o fedor
Das esquinas sujas
Da minha cidade
Dos paradoxos
Da minha cidade
Cidade que está 
Entranhada nos
Meus ossos.
Cidade que me extasia
E causa nojo
Ao mesmo tempo
Cidade que me alucina,
Me prende e me fascina
Cidade que me atordoa
Cidade em que eu fico à toa.
Cidade em que eu preciso
Da minha canoa.
Cidade que me cansa
E me renova
Cidade com a qual
Irei até a cova.
Cidade que me mata
E me acorda.
Recife,
Minha eterna
Veneza Brasileira,
Irei contigo
Até o fim!

Carlos Maia
03/04/17

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